A demanda por produtos que atendam as mínimas exigências tanto nutricionais quanto de constituição dos alimentos está em crescimento, principalmente por países importadores dos produtos e alimentos para animais.
O setor de produção de ração não difere dos outros setores da economia de mercado, pois está em competitividade e exigindo menor custo de produção e qualidade do produto acabado. Assim é importante que estabelecimentos de produção de ração promovam o controle de ingredientes e produtos acabados.
A qualidade na produção de alimentos destinados a animais hoje não tem olhar voltado somente ao consumidor, isso porque a qualidade do processo é requisito de âmbito legal como é o caso da BPF (Boas Práticas de Fabricação) exigida para todos os estabelecimentos produtores de ração. BPF são procedimentos de produção visando o cumprimento do mínimo de condições higiênico sanitárias estabelecidas para a produção de ração. A BPF deve ser feita por uma equipe destinada especificamente para sua implantação e monitoramento, necessitando primeiramente da descrição dos procedimentos de fabricação, denominados POPs (Procedimentos Operacionais Padrões).
Ponto de partida do controle de qualidade
Historicamente essa exigência teve como pontos de partida a responsabilização da indústria de alimentação animal como foco de origem da BSE (Encefalopatia Espongiforme Bovina) em 1987; a detecção de salmonela em ovos nos Estados Unidos em 1988 e a variante humana da vaca louca associada com a BSE em 1996. Acontecimentos posteriores também foram registrados pela mídia tendo como responsável por avarias nos alimentos as fábricas de rações. Esses fatos negativos deram enfoque às perspectivas e discussões sobre a segurança na cadeia de alimentos de animais, o que motivou a proposição da Feed and Food de que se buscassem gestões de qualidade de rações, dada sua forte ligação com a segurança de alimentos dos humanos (BELLAVER, LUDKE E LIMA, 2005).
Para que seja eficiente o controle de qualidade a avaliação dos ingredientes deve ser feita a partir de análises físicas, químicas e biológicas (BENATI, 1989).
Colheita e preparo da amostra
Para que seja eficiente o controle de qualidade a avaliação dos ingredientes deve ser feita a partir de análises físicas, químicas e biológicas (BENATI, 1989).
Colheita e preparo da amostra
Toda coleta de amostra deve ser efetuada obedecendo os critérios de amostragem conforme o tamanho do lote, e deve s
er feito em vários pontos do carregamento a fim de refletir a uma amostra real (MARA, 1992).No ato da coleta de amostras já é possível a detecção de problemas que uma carga possa ter, um exemplo disso são grãos ardido como demostrado na figura abaixo.
Análises bromatológicas
A realização de análises laboratoriais possui um papel fundamental para o controle da qualidade da matéria-prima, afirma Rafaelli et.al, (2001).
As análises bromatológicas também conhecidas como análises químicas utilizam um método proximal chamado Weende (SILVA e QUEIROZ, 2002).
Dentre as análise bromatológias mais usuais estão:
Umidade
Proteína bruta
Extrato etéreo
Fibra bruta
Cálcio
Fósforo
Ferramentas da qualidade
A organização do tempo hoje obriga à adequação das fábricas aos novos cenários , a fim de atender às necessidades dos mercados e dos clientes.
Hoje existem vários sistemas de qualidade, entre os quais destacam-se: o sistema da família ISO (Intenational Organization for standardization), PPHO (Procedimentos Padrão de Higiene Operacional), GMP (Good Manufacturing Practices) no Brasil conhecido como BPF (Boas Práticas de Fabricação), HACCP (Hazard Analysis Critical Control Points), EuropGAP (Euro Retailer Producer Working Group on Good Agricutural Pratices).
Considerações finais
Tendo em vista o mercado de hoje para a alimentação de animais, a busca de produtos com bons preços, que atendam as necessidades do consumidor e, principalmente, com maior qualidade, é crescente. Assim é evidenciado que existem várias ferramentas para implementar e aumentar, cada vez mais, a qualidade dos produtos no que tange aos procedimentos básicos para aquisição de matéria- prima até os mais complexos sistemas da qualidade em esfera internacional.
O sucesso no empreendimento está ao alcance de todos que queiram um espaço no mercado de alimentação animal, para isso basta tornar a qualidade um padrão não só dos produtos ou do ambiente de trabalho, mas um estilo de vida.
Hoje existem vários sistemas de qualidade, entre os quais destacam-se: o sistema da família ISO (Intenational Organization for standardization), PPHO (Procedimentos Padrão de Higiene Operacional), GMP (Good Manufacturing Practices) no Brasil conhecido como BPF (Boas Práticas de Fabricação), HACCP (Hazard Analysis Critical Control Points), EuropGAP (Euro Retailer Producer Working Group on Good Agricutural Pratices).
Considerações finais
Tendo em vista o mercado de hoje para a alimentação de animais, a busca de produtos com bons preços, que atendam as necessidades do consumidor e, principalmente, com maior qualidade, é crescente. Assim é evidenciado que existem várias ferramentas para implementar e aumentar, cada vez mais, a qualidade dos produtos no que tange aos procedimentos básicos para aquisição de matéria- prima até os mais complexos sistemas da qualidade em esfera internacional.
O sucesso no empreendimento está ao alcance de todos que queiram um espaço no mercado de alimentação animal, para isso basta tornar a qualidade um padrão não só dos produtos ou do ambiente de trabalho, mas um estilo de vida.
Aldo Pereira Salvador
Zootecnista
Supervisor Técnico

